O empresário Kyrlei Boff, que criou a rede: expectativa de faturar R$ 40 milhões este ano, 21% mais que em 2010
O engenheiro civil Kyrlei Boff ganhou de presente de casamento do pai um salão de beleza com 72 metros quadrados em Curitiba, em 1983. Nascia a Lady&Lord, uma das maiores redes do segmento do Sul do país, que deve faturar R$ 40 milhões em 2011, 21% mais que no ano passado. Agora ele prepara-se para crescer por meio de franquias da marca e de seu centro de formação profissional, no qual forma mais de 300 pessoas por mês, entre cabeleireiros, manicures e outros profissionais. Entre os alvos do empresário está o de ganhar musculatura para entrar nos mercados de São Paulo e Rio de Janeiro no prazo de dois anos.
Boff diz que nem sabe segurar direito uma escova de cabelo. O pai, Moacyr, também não era do ramo. Tinha uma madeireira na capital paranaense e conheceu em São Paulo um conceito diferente das antigas barbearias para homens. Nos anos 60, ele abriu o Lord e tinha quatro salões masculinos instalados em galerias comerciais quando decidiu presentear o filho com uma unidade em um shopping center. A nora, que é pedagoga, sugeriu juntar Lady ao nome Lord e atender também mulheres.
Hoje o casal ocupa 1,8 mil metros quadrados no Shopping Mueller, na região central de Curitiba, onde o negócio foi iniciado, e chega a atender 1,5 mil pessoas por dia.
Trata-se de um dos maiores salões instalados em shopping center do país. Nele trabalham 350 pessoas, sendo 118 manicures e 56 cabeleireiros. Em dia de grande movimento, a equipe usa 5 mil toalhas descartáveis e 12 galões de cinco litros de xampu. Em média, são feitos 25 mil atendimentos por mês no local, de clientes das classes A e B.
Hoje a rede Lady&Lord tem nove unidades em funcionamento – seis delas em shoppings -, e prepara a abertura de um outro ponto, de rua, no qual investiu R$ 2,5 milhões. “Os gastos com a beleza estão crescendo”, diz Boff, enquanto fala dos planos de expansão.
A ideia de abrir franquias surgiu em março. Antes dele, em 2009, outra grande rede de Curitiba, a Salão Marly, seguiu esse caminho e hoje a marca está em 35 salões, sendo três no interior do Paraná. Leva o nome Marly o maior salão de Curitiba, instalado em um prédio com 6,8 mil metros quadrados, no qual trabalham 450 empregados.
Boff tem planos ambiciosos e pensa em ocupar espaço no Brasil inteiro. Já tem negociações em andamento em Palmas (TO), Belém (PA), Campo Grande (MS) e Cuiabá (MT).
Se para os salões Boff planeja ter 20 a 30 franquias em dois anos, para o centro de treinamento a meta é maior. Ele quer chegar a 200 franquias em três anos. O ensino será feito a distância e as aulas práticas serão dadas por gente treinada pela equipe da Lady&Lord.
“Salão é um bom negócio e a escola está se tornando um excelente negócio. Há um apagão de mão de obra”, afirma. A escola, criada há cinco anos, ocupa um prédio de três andares no centro de Curitiba e tem 25 professores.
O investimento em local de treinamento é menor do que o da montagem de um salão. O empresário contratou uma consultoria para tornar a gestão mais profissional e conta que recebe propostas de parcerias, mas tem resistido a elas. Em 2010, 560 mil atendimentos foram feitos na rede e a expectativa para 2011 é chegar a 650 mil.